'Ninguém é mais importante do que ninguém e este processo das pessoas andarem perdidas, sem terem uma pessoa de referência no centro de saúde não faz sentido. Por isso é que foram criadas as unidades, não só para ter médico de família, mas para ter uma equipa de saúde que conta com o enfermeiro de família.'
'O Orçamento de Estado vai aumentando, mas as necessidades também são outras. Gostava de saber por cada ano de aumento de esperança média de vida quanto é que esses ganhos representam em procura e em necessidades. É quantificável e os economistas da saúde têm a capacidade e o dever de fazer estas contas. Imagine que as necessidades triplicaram, no entanto, o orçamento não triplicou.'
'Agora chegamos a uma situação estranha, que são os ERPI, em que os médicos do serviço de saúde resistem em ir. Temos de voltar aos centros de saúde, porque, de repente, só existe a unidade de saúde familiar, e quem não está inscrito nas USF? O centro de saúde tem de criar uma outra unidade flexível e os trabalhadores não podem ganhar menos do que nas unidades de saúde familiar.'